Revista Sucesso

Atualizado em 15/06/2016 10:16

Educação

A educação, as diferenças e o lugar comum

Qualquer pessoa com deficiência já passou por essa situação. Na rua, num restaurante... a criança para, aponta, e, curiosa, pergunta.

Da redação

Crianças são extremamente curiosas. Não têm noção de que perguntas podem ou não fazer, e ainda estão aprendendo as regras sociais, ou seja, ainda fazem seus pais passarem muita vergonha quando em público encontram alguém que é diferente, quando encaram e apontam, ou, ainda, quando fazem perguntas indiscretas em voz alta.

Qualquer pessoa com deficiência já passou por essa situação. Na rua, num restaurante... a criança para, aponta, e, curiosa, pergunta. Natural. Pessoalmente, não me importo de responder. Afinal, na maioria das vezes, é pura curiosidade mesmo. Ela quer saber por que eu “ando diferente” ou por que “meu pé é torto”. O que é muito engraçado, considerando que a minha escoliose deveria chamar mais atenção, mas as perguntas de “o que é isso nas suas costas” são bem menos frequentes.

Claro que nem toda pergunta é feita de forma inocente. Afinal, como educar uma criança para que ela entenda que aquilo que é diferente não deve ser ridicularizado ou temido, e sim respeitado?

Não sou uma especialista em educação infantil, logo não me encontro na posição de dar conselhos sobre como pais devem educar seus filhos. Posso, porém, utilizar esse espaço para contar aos leitores sobre como eu gostaria que as crianças com as quais me encontro no dia a dia se comportassem em relação a mim e às diferenças que sem dúvida trago comigo.

As crianças vão encontrar pessoas diferentes delas por toda a vida. É importante que, desde pequenos, já saibam que o diferente não é ruim. Mais importante ainda é que elas saibam que fazer julgamentos baseados nas aparências normalmente leva a erros e não só isso, pois nos impedem também de conhecer coisas novas que poderiam acrescentar cada vez mais na nossa vida.

Talvez a maneira mais correta de fazer isso seja respondendo às perguntas da maneira mais sincera possível e tentar fazer a criança entender que apontar e ridicularizar o que é diferente é errado. Afinal, é assim que todo mundo aprende, não?



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Colunista

Mariana Maiz Pirolo

Bacharel em direito, apaixonada por literatura e blogueira. Blog Pequenos Retalhos

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