Revista Sucesso

Atualizado em 15/06/2016 10:25

Educação

Acessibilidade: começa com a conscientização

A falta de estrutura das calçadas que, em vez de garantirem o direito de ir e vir de cada cidadão, tornam-se grandes obstáculos

Da redação

Ao percorrer as ruas de Londrina, passando por bairros centrais e outros mais afastados do centro da cidade, é possível observar uma situação que se repete na maior parte das cidades brasileiras: a falta de estrutura das calçadas que, em vez de garantirem o direito de ir e vir de cada cidadão, tornam-se grandes obstáculos.

Claro, pode se argumentar que as leis que regulamentam a maneira como as calçadas devem ser projetadas e construídas é mais nova do que a data da efetiva construção da maioria delas. Além disso, vários pontos já foram e continuam sendo adaptados para garantir a acessibilidade de todos; aqueles que têm algum tipo de dificuldade ou necessidade especial e aqueles que efetivamente não têm dificuldade alguma, mas que também devem prezar por uma mobilidade eficaz como pedestres.

Porém, ainda existem vários pontos pela cidade por onde é impossível passar utilizando uma muleta, que dirá uma cadeira de rodas. Muitas vezes, a calçada segue o padrão da própria rua, ou seja, está cheia de buracos e rachaduras. Todos conseguem se lembrar de pelo menos um local onde a calçada nem sequer existe. Em seu lugar, um espaço irregular, entre a rua e as residências, feito de terra batida, ou então um verdadeiro matagal.

Vez ou outra, a situação nem é tão drástica: basta que metade da calçada esteja tomada por uma cerca viva, como aquelas formadas por espinheiros, e a outra metade, destruída por grandes árvores que, no seu intuito de crescer, acabam rachando o pavimento e ocupando totalmente o espaço restante.

Nesses casos, os passantes são obrigados a deixar a calçada e seguir seu caminho pela rua. Algo perigoso de se fazer mesmo quando se tem uma ótima mobilidade, e mais perigoso para alguém que utiliza cadeiras de rodas, muletas, bengalas.

Isso sem falar nas rampas de acesso à calçada. Hoje, muitas calçadas já possuem a sinalização das rampas. No entanto, frequentemente essas rampas encontram-se obstruídas por carros estacionados de maneira incorreta, aniquilando totalmente o seu propósito.

O primeiro passo para reduzir o problema da acessibilidade pelas ruas e calçadas brasileiras é que cada um se conscientize do problema e passe a observar se suas plantas, por exemplo, não poderiam ser aparadas de maneira diferente para ampliar o espaço de passagem. Conservar sua própria calçada de maneira a garantir que as pessoas que por ali passam não tenham que desviar de buracos também auxilia bastante. E claro, como em todas as outras atitudes a serem tomadas por pessoas civilizadas, o respeito é fundamental. Inclusive o de tomar cuidado para não obstruir os locais de acesso de quem necessita de rampas. Dessa forma, já estaremos contribuindo muito para uma boa convivência geral.





acessibilidade

Colunista

Mariana Maiz Pirolo

Bacharel em direito, apaixonada por literatura e blogueira. Blog Pequenos Retalhos

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