Revista Sucesso

Atualizado em 15/06/2016 09:59

Educação

Ler por prazer

A internet pode parecer um meio de comunicação, mas por vezes é simplesmente difusora de desinformação porque todos parecem não querer mais ler.

Da redação

Muito se fala hoje em tecnologia, em maneiras de se passar uma mensagem de modo mais rápido e preciso, sem demandar do receptor da informação muito esforço para garantir que a mesma será recebida e entendida.

As pessoas utilizam mensagens de voz e vídeo, infográficos e imagens simples, de forma que cada vez mais se exige menos leitura. A internet pode parecer um meio de comunicação, mas por vezes é simplesmente difusora de desinformação porque todos parecem não querer mais ler.

É normal encontrar comentários mal educados pela rede mundial de computadores e, após alguns poucos segundos de observação, perceber que a mensagem criticada na realidade não foi interpretada corretamente pelo comentarista. Algumas vezes por falta de estudo, por falta de preparo; porém, é também muito comum encontrar casos em que fica óbvio que a pessoa teve preguiça de ler.

Num mundo onde a informação e o conhecimento vem, cada vez mais, de forma resumida, ler parece ter se tornado perda de tempo. Mais que isso, pode se fazer o rápido julgamento de que se tornou um tipo de obrigação reservado para quem ainda está na escola. É fácil afirmar que a leitura, para os que utilizam a internet, tornou-se o antônimo de lazer.

Mas ainda existe sim uma parcela da população, essa mesma que vive na internet, postando nas redes sociais, que luta bravamente contra isso. Inclusive que cria conteúdo em forma de vídeos, blogs, fotos e muito mais para reforçar a ideia de que, sim, é possível ler por prazer. Existe conteúdo disponível online, direcionado ao público mais jovem, criado por outros jovens que também estudam e trabalham, buscando incentivar a leitura como fonte de lazer, assim como é o cinema, as séries de TV e as músicas mais famosas do momento.

E a resposta já pode ser vista ao entrar numa livraria e observar a grande quantidade de livros direcionados ao público jovem adulto. Nos mais diferentes gêneros, dos mais diversos autores. Séries de livros enormes que são consumidas por adolescentes de treze, quatorze anos, que deixam de lado o computador para se aventurar em outros universos criados entre as linhas. E depois voltando às redes sociais, aos blogs e canais do YouTube para discutir os assuntos com outros jovens. Consumindo um conteúdo criativo e depois criando o seu próprio conteúdo.

Por isso, não se pode cair na velha armadilha de acreditar que a internet está tomando o espaço dos livros e de que ninguém mais lê por prazer. Os novos meios estão sendo adaptados para também incentivar o hábito de ler. E isso, por si só, já é suficiente para crer que, sim, a leitura continuará sendo uma fonte de prazer, mesmo com as novas tecnologias.


literatura, internet, novas tecnologias

Colunista

Mariana Maiz Pirolo

Bacharel em direito, apaixonada por literatura e blogueira. Blog Pequenos Retalhos

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