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Disfunção eréctil: será que vou ter?

Procure seu urologista, ele conversará com você para chegar a uma conclusão clínica das possíveis causas do problema

Da redação


Por disfunção eréctil (DE), entendem-se muitas alterações orgânicas e psiquiátricas que impedem parcial ou totalmente que o homem, no intercurso sexual, consiga atingir ou manter uma ereção. Este problema é mais comum do que você imagina, estima-se que mais de 150 milhões de homens no mundo apresentem DE. Durante toda a vida sexual, o homem poderá ter muitos problemas temporários e até definitivos, que irei descrever e orientar como solucioná-los. Podemos classificar a DE em três níveis: leve, quando o homem sente alguma dificuldade, mas consegue realizar o ato até o final; moderada, quando já não há sucesso no ato sexual; e grave, quando não há mais ereções.

Algumas doenças podem levar a este problema, como colesterol elevado, que provoca a obstrução das artérias, impedindo o fluxo de sangue para a ereção; hipertensão arterial, que torna as paredes das artérias rígidas e as drogas usadas para tratá-la, que podem gerar impotência; e diabetes, que torna as paredes das artérias mais espessas, causando a impotência em pessoas mais jovens. Essas doenças estão relacionadas ao estilo de vida, alimentação desequilibrada, sedentarismo e obesidade, que levam à síndrome metabólica. No caso de câncer de próstata, a realização da cirurgia radical também pode aumentar o índice de DE. Infecções urinárias de repetição devidas a prostatites e também DSTs com uretrites por neisserias e clamídias são outras causas possíveis. E não esqueçamos da doença de peyronie, que envolve o crescimento de fibroses que alteram a curvatura peniana dificultando a penetração. Há ainda a andropausa (DAEM), que pela queda do hormônio sexual testosterona provoca a queda ou ausência da ereção, sendo mais frequente após os 50 anos.

Há ainda as causas psicológicas, como ansiedade, depressão, estresse, sensação de culpa, problemas financeiros ou relacionados à incompatibilidade do casal, ansiedade pela realização do ato sexual e excesso de consumo de álcool, que leva à ejaculação precoce e a todos os graus de queda da ereção peniana. Geralmente, os homens com disfunção eréctil apresentam a somatória de causas físicas e psicológicas, que serão confirmadas após exames realizados pelo urologista, em muitos casos com acompanhamento do psiquiatra.

Quando os sintomas surgirem, procure seu urologista. Ele conversará com você para chegar a uma conclusão clínica das possíveis causas do problema e fará exames físicos simples e laboratoriais, que permitem chegar a um diagnóstico e a um planejamento de tratamento que irá eliminar o problema e melhorar a vida amorosa do casal. O tratamento poderá ser simples, com uma mudança de estilo de vida, passando a evitar tabagismo e excesso de álcool, praticando exercícios físicos regulares, controlando obesidade e diabetes, combatendo a depressão e trocas de medicamentos que possam ter como efeito colateral a DE. No caso de baixa da testosterona, será indicada a reposição.

Hoje, contamos com vários medicamentos muito eficazes e seguros para tratar o problema. Nos casos em que não obtemos sucesso com os tratamentos já descritos, indica-se a prótese peniana. Isto é o que é feito de rotina, mas cada caso deve ser analisado individualmente, e o caminho para a correção do problema personalizado. Não podemos esquecer que tudo isso é feito com a parceria e concordância plena de sua mulher.

 

José Renato Fabretti
CRM/PR 6361

revista bem-estar, sucesso, urologista, José Renato Fabretti
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