Revista Sucesso

Atualizado em 28/09/2017

Qualidade de vida

Participação ativa do idoso reduz custos com saúde

O modelo é para fornecer esse suporte, com assistência domiciliar e possibilidade de eles continuarem a participar da sociedade, explicam especialistas.

Da redação

Localizados em um continente envelhecido, as práticas usadas na Holanda podem ser inspiração para o Brasil que está passando por um processo de envelhecimento populacional intenso. “A Holanda tenta estimular a participação ativa dos idosos na sociedade”, reforça Michiel Kortstee. Segundo ele, ao invés de cuidar deles em casas para idosos, o país se esforça para permitir que todos vivam de forma independente o maior tempo possível, próximos a amigos, familiares e vizinhos. “Esta inclusão social reduz os problemas relacionados à solidão, ao mesmo tempo que reduz os custos dos cuidados com saúde. O modelo é para fornecer esse suporte, com assistência domiciliar e possibilidade de eles continuarem a participar da sociedade nas proximidades de sua rede social”, ressalta.

Kortstee e Guldemond vão falar sobre cuidados de saúde em serviços personalizados integrados com melhores resultados e menor custo. Segundo eles, é necessária uma transformação para integrar e alinhar os serviços de acordo com as necessidades das pessoas.

“Precisamos otimizar esses serviços para aumentar a qualidade e a eficiência. Isso exige uma visão compartilhada e um roteiro de transformação concreto”, avalia Kortstee. “As lições podem ser aprendidas de outras experiencias e boas práticas que requerem uma infraestrutura de colaboração e comunicação por meio de transparência e do intercâmbio de informações sobre indicadores de processo e resultados”.

Kortstee explica que após a segunda guerra mundial, a Holanda começou a construir um estado de bem-estar social com provisões para pessoas que ficaram doentes e já não eram capazes de trabalhar; todas baseadas em princípios de solidariedade, igualdade e acesso para todos os cidadãos.

“A partir de 2006, o governo atribuiu um papel de direção para as seguradoras de saúde neste mercado, orientado nos princípios da concorrência gerenciada. As seguradoras de saúde, que representam seus beneficiários, contratam serviços de saúde de fornecedores e buscam constantemente os melhores resultados de saúde, qualidade percebida pelos seus beneficiários, além de menor custos. Para alcançar esse valor agregado, as seguradoras de saúde participam ativamente de diálogos com fornecedores de saúde sobre a organização de cuidados de saúde e tentam identificar o potencial de melhoria. Este potencial não é apenas procurado dentro de organizações individuais, mas também pela formação de cadeias integradas de cuidados de saúde onde o foco muda de um modelo curativo focado em doenças para um modelo voltado para a saúde e vida saudável”.

Desafios no Brasil

A integração entre as ações do poder público e privado na Saúde é essencial e um dos grandes desafios do setor no Brasil avalia Guldemond. “Para implementar conceitos como cuidados de saúde baseados em valores e cuidados de saúde baseados na população, as diferentes partes interessadas, públicas e privadas, devem trabalhar juntas de forma mais integrada. É necessário compartilhar informações e integrar processos para criar um valor agregado. As novas tecnologias permitem novas soluções (por exemplo, eHealth), mas a inovação social, trabalhando em conjunto com diferentes partes interessadas em novos serviços e modelos de negócios, também é essencial”, afirma.

Para ele, em essência, o Brasil enfrenta desafios semelhantes à Europa ou Estados Unidos, embora o desenvolvimento aconteça em ritmos diferentes. “Embora o Brasil seja altamente heterogêneo, vemos muitas iniciativas realizadas por organizações de saúde de ponta, tanto do lado público como privado”, observa.

“Em todo o mundo, muitos países enfrentam problemas de saúde semelhantes, como o envelhecimento e as doenças crônicas. A questão de como abordá-los vai além das fronteiras nacionais. Se soluções e abordagens funcionam em países grandes, altamente complexos e mais heterogêneos, como o Brasil, provavelmente serão aplicáveis em muitos outros lugares do mundo. Neste sentido, o Brasil é mais representativo para o resto do mundo do que a Holanda. Nós certamente podemos aprender muitas coisas do Brasil, como por exemplo, como lidar com essa complexidade”, finaliza.

Fonte: Redação e assessoria de imprensa

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