Revista Sucesso

Atualizado em 07/11/2016

Educação

Psicomotricidade na infância

Pedagoga Luciana Moura Zangaro fala sobre a importância de trabalhar esse conceito na educação infantil

Da redação

A psicomotricidade diz respeito à forma como percebemos o nosso corpo e o mundo que nos cerca. Trabalhar este conceito na educação infantil, segundo a pedagoga Luciana Moura Zangaro, é fundamental, pois pensar sobre nossas ações nos leva a observar com mais atenção como funciona nosso corpo e que aspectos influenciam a forma como nos locomovemos e como ocupamos nosso espaço no cotidiano. A diretora pedagógica da escola Galileo Kids esclarece que, quando a criança aprende, ocorrem processos biológicos, cognitivos, emocionais e sociais que se inter-relacionam e aos quais os educadores precisam estar atentos. “O campo da psicomotricidade, enquanto ciência, pode fornecer a educadores base teórica que contribua para a compreensão desses processos, pois destaca as relações existentes entre a motricidade, a mente e a afetividade das pessoas”, acrescenta.

Segundo Luciana, entender a criança numa perspectiva psicomotora significa entendê-la como um ser que tem como base de sua manifestação o movimento. “Negar a necessidade de movimento das crianças na faixa etária da educação infantil é negar-lhes o direito de expressar-se.” O desenvolvimento psicomotor, de acordo com diferentes autores, abrange os seguintes aspectos: esquema corporal, lateralidade, estruturação espacial, orientação temporal, tônus e pré-escrita. A pedagoga explica que conhecer esses aspectos contribui para o desenvolvimento do trabalho na educação infantil de forma preventiva, pois um aluno cuja psicomotricidade não está adequadamente desenvolvida não coordena bem seus movimentos, demora para executar tarefas diárias, lê com dificuldade, sem ritmo, e tem dificuldade para identificar letras com formas parecidas, entre outros aspectos. “A psicomotricidade envolve, além dos aspectos motores e perceptivos, a consciência do indivíduo sobre si mesmo e corresponde também à organização intelectual que constitui do meio e de si mesmo”, adiciona.

A especialista defende que, a partir do conhecimento da teoria psicomotora, o professor compreende o desenvolvimento infantil com mais facilidade e poderá estabelecer um plano de aula que contribua para a manutenção do interesse de alunos. “Tal conhecimento lhe permite ainda um olhar diferenciado que o leva a perceber e levantar hipóteses a respeito do desenvolvimento de crianças com dificuldade de aprendizagem com maior clareza.” A percepção destas dificuldades pelo educador, segundo Luciana, implica no conhecimento da criança em si, que permitirá uma prática educativa mais condizente com as necessidades do grupo com o qual trabalha. Dessa forma, o professor poderá contribuir efetivamente para o desenvolvimento pleno de seus alunos, ajudando-os, quando necessário, a superar as dificuldades ou mesmo, em atuação com a equipe pedagógica escolar, solicitando junto à família o encaminhamento da criança a profissionais habilitados para que seja avaliada em relação às dificuldades de aprendizagem que persistirem ou que extrapolarem a competência da atuação escolar. “Conhecimento teórico aliado a boas práticas pedagógicas, assim como o conhecimento a respeito da história do sujeito aprendiz (a criança e sua história de vida) permitem ações mais adequadas”, conclui.

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