Revista Sucesso

Atualizado em 20/05/2021

Educação

Como reconhecer os sinais de violência infantil

Especialista dá dicas de como identificar o comportamento diante de violações de direito e abusos 

Da redação

O dia 18 de maio é marcado como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data trata de uma realidade que impactou mais de 100 mil crianças e adolescentes até 19 anos que foram vítimas de agressões no Brasil de 2010 a 2020, segundo dados do Ministério da Saúde. Diante de tantos desafios é preciso nos questionarmos como é possível promover a defesa e promoção dos direitos e identificar sinais dos diversos tipos de violência?

Para Luiza Fernandes Gomes, Assistente Social do Marista Escola Social Ecológica, é importante alertar sobre os sinais de violência e debater sobre as ferramentas que a sociedade tem para prevenção. “A condição de distanciamento social agravou situações de vulnerabilidade e exposição aos casos, a escola, a família e os amigos foram essa rede de apoio que pode identificar e interromper o ciclo de violência”, afirma.

Segundo a Assistente Social, os tipos de violência podem ser categorizados em física, psicológica, sexual, e institucional, em que todas as crianças e adolescentes têm seus direitos negligenciados. “Do comportamento que ofende, as condutas de discriminação, até qualquer omissão que prejudique a criança, é importante lembrar que cada uma delas é um ser diferente, e que pode reagir de diversas maneiras”. alerta.

Projetos reforçam a importância do debate

A escola, como espaço de escuta e acolhimento, promove reflexões com os alunos sobre a importância e a defesa dos direitos. No Marista Escola Social Ecológica, que atende crianças e adolescentes gratuitamente em Almirante Tamandaré, (PR), o projeto Compartilha aí, proporciona aos alunos a reflexão sobre esses assuntos. “Com estudo nas aulas, criação de vídeos e rodas de conversa, os estudantes podem entender seus direitos nas diferentes áreas da vida, e também aprender a acolher e oferecer suporte no caso de qualquer violação”, reforça Gillys da Silva, diretora da Escola Social.

Para o aluno Kayo Francisco Batista Caetano, de 15 anos, o projeto é uma oportunidade de aprender e usar a criatividade. Junto com sua turma, ele criou uma RAP usando como tema o Estatuto da Criança e do Adolescente, e as violações de direito. “Juntos temos mais força e devemos nos sentir empoderados para auxiliar outras crianças e adolescentes”, reforça.

Os vídeos do Compartilha aí estão disponíveis no canal do Youtube TVQ Paraná. 

Para a  especialista, toda rede de apoio da criança e do adolescente pode identificar sinais de possíveis violações dos direitos. Confira as dicas

Mudanças de comportamento 

Desde o rendimento escolar, até o isolamento, ansiedade ou alterações no sono ou na alimentação são fatores que devem ser olhados com cuidado pelos responsáveis e por toda família.

Comportamentos repentinos

Se a criança ou adolescente retorna hábitos e comportamentos que já tinha abandonado anteriormente, pode ser um dos sinais para observação. “É importante olhar as relações sociais, com a pandemia, muito desse cuidado pode estar ligado a forma como age na frente das telas e computadores, todas as características devem ser observadas em conjunto com outros fatores'', reforça Luiza.

O silêncio na rotina

Em casos relacionados aos diversos tipos de violência crianças e adolescentes podem se sentir ameaçados, por isso, o silêncio pode ser uma característica do comportamento.

Sinais físicos

Em caso de violência física, além dos sinais visíveis, podem aparecer também sintomas como dores na cabeça, enjoos, dificuldades digestivas, por exemplo.

Aprendizagem

Baixo rendimento, dificuldade de concentração, pouca participação nas atividades escolares. “Todos esses sinais podem ser observados, e essa rede de apoio pode identificar e oferecer o suporte e também empoderar as crianças e adolescentes para serem cada vez mais defensores dos seus direitos”. reforça Luiza

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